Os pinos de marcação colocados estrategicamente na saída da autoestrada A3 para A4 em direcção a Valongo , está propositadamente a gerar uma enorme fila de trânsito a este acesso, ao longo de quilómetros na faixa mais à direita. Diga-se propositadamente porque a razão está totalmente identificada.
O desespero pelo tempo de espera , está a levar muitos condutores a perderem a calma, e a fazerem o seu percurso pelas SCUTS (estradas Com Custos para o utilizador).
Em Janeiro de 2009 os pinos de marcação foram colocados nesse mesmo acesso , com a justificação de que evitavam acidentes, por causa de acumulação de água naquele local.
Durante um período prolongado , a sinalética desapareceu, ( estranhamente até à entrada em vigor das taxas aplicadas às SCUTS) e eis que regressa agora.
Coincidência intencional ou não, a BRISA , que cobra milhões em taxas aos utentes só na zona do Grande Porto, resolve o assunto desta forma , no mínimo vergonhosa, ao invés de realizar as obras , drenando os terrenos , ou aplicado qualquer outra técnica de impedir que a via se torne perigosa (já que o problema é a água).
A forma encontrada é com certeza a mais simples,e a que trás menos custos (os condutores que se safem , foi a política encontrada).
Quando se trata de justificar a decisão à comunicação social , existe sempre uma artimanha já pronta na manga, como se houvesse justificação possível .
Não há ! Já houve mais do que tempo para resolver o problema.
É ainda de notar , que numa altura em a Brisa se promove tão vigorosamente a sua imagem (usando milhares de euros dos contribuintes), não se faça valer da imagem, para resolver problemas que causam transtorno a centenas de pessoas que vão e regressam do trabalho. São estes os mesmos que produzem, e que merecem o mínimo de respeito de uma empresa que é também de cada um de nós.
Mais respeito !

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